domingo, 26 de julho de 2009

Içara


Içara é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º42'48" sul e a uma longitude 49º18'00" oeste, estando a uma altitude de 48 metros. Sua população estimada em julho de 2008 era de 56.360 habitantes. Tem a segunda maior praia do estado em população no verão, Balneário Rincão, perdendo apenas para Balneário Camboriú.

HISTÓRIA

Construção da Estrada de Ferro

A história da cidade é marcada pela construção da Ferrovia Dona Teresa Cristina em 1924, que corta a cidade, atualmente ainda transportando carvão de Criciúma a Tubarão.

O desenvolvimento crescente com a construção da estrada-de-ferro atraiu diversos imigrantes italianos, açorianos, poloneses e alemães, provenientes de Criciúma e Urussanga.

A denominação da região, que até então era conhecida apenas como km 47, passou a ser Içara, devido à grande quantidade de palmeiras desta espécie (também conhecida por iuçara, piná, ençaroba, jiçara, jyssara, juçara e inçara, encontrada na região pelos ferroviários da época.

A construção da ferrovia tinha por objetivo principal o transporte do carvão, que era explorado nas minas da região carbonífera, mas também se prestou ao transporte de passageiros, madeira e farinha de mandioca.


PROGRESSO

O impulso dado à vila pela ferrovia fez com que outras famílias se estabelecessem no local, entre elas a família de Amaro Maurício Cardoso, responsável pela construção do primeiro sobrado, edificado às margens da ferrovia, junto à Rua Cel. Marcos Rovaris. Ali teve início a atividade comercial e industrial da família, com a instalação de uma loja e produção de banha de porco, produto este que era vendido diretamente para o Rio de Janeiro.

Emancipada politicamente em 30 de dezembro de 1961, está localizada no litoral sul de Santa Catarina, a 5 km de Criciúma e 182 km de Florianópolis. Cortada pela BR-101, possui população superior a 50 mil habitantes, recebendo na temporada de verão mais de 100 mil visitantes e turistas, atraídos pelas lagoas e a praia de mar aberto.


GEOGRAFIA


O município de Içara situa-se no litoral Sul de Santa Catarina. Pertence a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC). Suas coordenadas geográficas são de 28º42'12" de latitude Sul e 49º16'54" de longitude Oeste.

Içara limita-se ao Norte com os municípios de Criciúma e Morro da Fumaça. Ao Sul com o Oceano Atlântico e o município de Araranguá. A Leste com o Oceano Atlântico e os municípios de Jaguaruna e Sangão, e a Oeste com o município de Criciúma.

O município de Içara tem uma área de 292,779 km². Com um relevo modesto, a altitude média é de 15 metros, estando o centro de Içara a 27 metros acima do nível do mar.

Segundo Pedro F.T. Kaull (1990), a geologia do município é caracterizada por terrenos de domínio da cobertura sedimentar cenozóica, distribuída pelo litoral Sul de Santa Catarina composta por areias quartzozas síltico argilosas. O depósito fossilífero formou-se no pleistoceno, em ambientes marinhos de águas rasas e ambientes lacustres.

Enfocando-se o tema sob o aspecto estrutural, nove características rochosas ocorrem no município: depósitos Eólicos, depósitos Lacustres, depósitos Aluvionares, Formação Itapoá, Formação Palermo, Formação Rio Bonito, complexo Canguçu, Formação Irati e Formação Serra Geral.

Há ocorrência de jazidas de carvão mineral no município de Içara e vários poços foram explorados, desde Rio Acima até Rio dos Anjos. Hoje, porém, todos já estão desativados, não havendo mais mineração no município. A argila nobre é destaque. Cerâmicas exploram em diversos pontos onde ocorre a rocha formação Rio Bonito. Nas imediações da cidade de Içara há um falhamento da rocha e acomoda o vale do Rio Três Ribeirões.

Constata-se que o município de Içara é constituído predominantemente de terrenos baixos, pois 90,7% do seu território está constituído abaixo da curva de nível de 60 metros, estando assim classificado na carta hipsotérmica utilizada na curva de nível de 20 em 20 metros. O ponto mais alto do município assinala 173 metros de altitude, próximo da divisa com Criciúma, no bairro Morro Estevão. O ponto mais baixo está a 0 metro, ao nível do mar, na faixa litorânea onde encontram-se os balneários Rincão e Barra Velha. Içara está entre os municípios mais planos do Estado. Como tem pouca erosão, é ideal para as culturas temporárias.

DEMOGRAFIA

A população de Içara é formada predominantemente por descendentes de europeus, em proporções aproximadas de 50% de origem portuguesa, 40% de origem italiana, 8% de origem polonesa e 2% de outras origens

ECONOMIA

Com forte vocação industrial e privilegiada pela localização geográfica, a base da economia da cidade é a agricultura, sendo o fumo a cultura predominante na região[carece de fontes?]. Içara é conhecida como a Capital do Mel, por ser a maior produtora de mel do Brasil, exportando seus derivados para vários países da Europa e América Latina
A economia do município gira em torno da produção de descartáveis plásticos, da produção de frita (matéria prima para cerâmicas), da indústria de alimentos, da agricultura de fumo e da produção de mel e outros produtos das abelhas[carece de fontes?]. A pesca não é tão predominante, mesmo com praias propícias e com uma das maiores lagoas do sul do estado, a Lagoa dos Esteves

TURISMO

O turismo em Içara tem como grande atrativo as lagoas da região, como a Lagoa dos Esteves e a Lagoa do Faxinal. Há também no município uma lagoa de água salobra, situada no bairro de Barra Velha, formada no antigo leito do rio Araranguá, cujas águas se misturam à água do mar na alta da maré. Existe também a Praia do Rincão, que na alta temporada ultrapassa a marca de 100.000 habitantes e é o segundo maior balneário de Santa Catarina[carece de fontes?]. Recentemente, com a revitalização da Lagoa do Jacaré no Balneário Rincão, o município foi contemplado com mais um espaço turístico dedicado ao lazer.


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Içara

Içara - Centro

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sábado, 25 de julho de 2009

Ferrovia Tereza Cristina



A Ferrovia Tereza Cristina é uma ferrovia brasileira situada no estado de Santa Catarina.

Inicialmente projetada para o transporte de carvão mineral entre a então localidade de Minas (hoje Lauro Müller) e o porto de Imbituba, é o menor corredor ferroviário brasileiro. Sua linha é isolada, não sendo interligada ao restante da malha nacional, com apenas 164 quilômetros de extensão. A história da ferrovia remonta à descoberta do carvão mineral em solo catarinense. Em meados da década de 1830, tropeiros que faziam o transporte de mantimentos entre Laguna e o planalto serrano, margeando o Rio Tubarão, descobriram acidentalmente algumas pedras que se incendiavam. Não tardou para que a notícia se espalhasse pela região. Em 1832 iniciou-se o primeiro processo de lavra nas cabeceiras do Rio Tubarão. A mineração seguiu fracamente nas primeiras décadas, até que em 1861 o segundo visconde de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant Pontes, adquire terras devolutas no lugar denominado Passa Dois, próximo às nascentes do Rio Tubarão, fundando, em conjunto de investidores ingleses, uma companhia de mineração, a The Tubarão Coal Mining Company Limited e uma companhia de transporte férreo, a Donna Thereza Christina Railway Co. Ltd.

O visconde de Barbacena, fazendo valer seu trânsito pela Corte Imperial, consegue em 1874 a concessão para a construção da ferrovia, com seus estudos concluídos em 1878. Pela intervenção do imperador, a ferrovia recebeu o nome de sua esposa, a imperatriz dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias.

A construção se inicia em 1880, pela empresa James Perry Co. A mão de obra empregada era em sua maioria de imigrantes italianos, que aportaram na região alguns anos antes.

A estrada de ferro foi inaugurada em 1 de setembro de 1884, ao som da banda musical de Imaruí.

No ano de 1887, a ferrovia teve grande parte de sua malha destruída por forte enchente do Rio Tubarão. As águas arrancaram a ponte da Passagem, paralisando a ferrovia por três meses.

O prejuízo decorrente iniciou o desinteresse dos investidores ingleses na região, aliado à baixa qualidade do carvão catarinense. Estes fatos culminaram com a desistência dos ingleses e conseqüente encampação da ferrovia pelo governo brasileiro, em 1902.

A sede da ferrovia, estabelecida em Imbituba, foi transferida para Tubarão, no ano de 1906, onde se mantém até os dias de hoje.

Após novas descobertas de carvão na região de Criciúma, a ferrovia foi arrendada pela Companhia Brasileira Carbonífera Araranguá (CBCA). Um novo ramal foi construído, interligando as novas minas, em Criciúma, ao trecho já existente em 1919. Seis anos mais tarde outro trecho foi construído, desta vez ligando até Urussanga, passando pela estação de Esplanada. A cidade de Araranguá recebeu os trilhos da ferrovia em 1927.

O arrendamento da CBCA terminou em 1940. Nestes anos, com a Segunda Guerra Mundial em andamento, o governo brasileiro de Getúlio Vargas celebra com o governo americano os Acordos de Washington, criando o parque siderúrgico nacional e impulsionando novamente a extração de carvão no sul de Santa Catarina. A ferrovia Dona Teresa Cristina tem papel fundamental neste quadro, realizando o transporte do carvão das minas aos portos de Imbituba e ao Porto de Laguna.

Em 1957, é incorporada ao patrimônio da estatal RFFSA – Rede Ferroviária Federal SA. O estabelecimento da Indústria Carboquímica Catarinense (ICC) em Imbituba, no ano de 1978, com o objetivo de aproveitar os rejeitos piritosos do carvão como fonte de enxofre, aumenta significantemente a demanda de transporte ferroviário.

A segunda crise do Petróleo aumentou o interesse pelo uso do carvão nacional, levando a um novo período áureo da ferrovia, entre os anos de 1983 e 1986, quando o transporte alcançou o nível de sete milhões de toneladas/ano.

Com a superação da crise do petróleo e o fim da obrigação, em 1990, das siderúrgicas de utilizarem o mínimo de 20% do carvão nacional, e também, com a paralisação da ICC, em 1992, a demanda de transporte reduziu-se às necessidades de suprimento do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda, situada no município de Capivari de Baixo, cuja primeira unidade iniciou a operação em 1965.

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E. F. D. Teresa Cristina



Estrada Ferro Dona Teresa Cristina

Imagens raras nesse vídeo da antiga super Maria Fumaça, mais conhecida por Malé. Assista e mate a saudade. Trajeto da mesma Docas de Imbituba - Sta Catarina. Narração em inglês. Gostou do vídeo, deixe um comentário, quer baixar e não deu link, notifique em coment.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Rio Deserto


HISTORICO DA LINHA

O ramal, ligando a estação de Esplanada a Cocal, foi aberto em 1922. Posteriormente prolongou-se a linha até Rio Deserto. O ramal existe até hoje em funcionamento, embora o trecho até Rio Deserto tenha sido erradicado. A ESTAÇÃO: A estação de Rio Deserto. foi inaugurada algum tempo depois da de Caeté, que por algum tempo funcionou como ponta de linha. Supostamente a estação foi inaugurada entre 1925 e 1932.
Foto
Mikado 282 fabricada em 1941 da Balwin puxa carros da mina de carvão de Rio Deserto, no ano de 1974, no sentido da estação do mesmo nome



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Guatá

Guatá / Lauro Müller / Santa catarina - Brazil
Histórico:


A DESCOBERTA das jazidas carboníferas de Lauro Müller, datam de 1841, quando o Dr. Parigot, comissionado pelo Governo, visitou a região, em estudos geológicos. Os primeiros indícios da existência de hulla negra foram dados em Laguna por tropeiros, procedentes do Planalto Serrano, que estacionavam na localidade de Barro Branco, juntando pedras para usá-las como trempe e notando que as mesmas ardiam, desconhecendo tratar-se de carvão mineral. O fenômeno foi por eles relatado, posteriormente. Em 1861, o Governo celebrou contrato com o Visconde de Taunay para a lavra de carvão mineral, numa área de 2 léguas quadradas, muitas vezes prorrogado e, finalmente, renovado em 1880. Em 1874, o Governo Imperial dava aos ingleses a concessão para construir a Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, inaugurada em 1885, ano portanto, da fundação da localidade de Lauro Müller, com a vinda dos ingleses para explorarem o carvão, o que fizeram até o ano de 1912. A 25 de setembro de 1905, a então estação das Minas passou à denominação de Lauro Müller, dada pelo engenheiro Álvaro Rodovalho Marcondes dos Reis, em homenagem ao então Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Lauro Severiano Müller. Em maio de 1916, Henrique Lage reiniciou os trabalhos de extração do carvão, trazendo o engenheiro suíço Walter Verterli, a fim de proceder a sondagem e conhecer as possibilidades das jazidas. Foi o mesmo nomeado gerente das então Minas e Lauro Müller, ficando a localidade mais conhecida pelo topônimo de Minas. Gentílico: lauromülense ou lauro-milense Formação Administrativa: Distrito criado com a denominação de Lauro Muller, pela lei municipal nº 14 de 14-10- 1921, subordinado ao município de Orleans. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Luro Muller figura no município de Orleans.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Lauro Muller permanece no município de Orleans. Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o distrito de Lauro Muller permanece no município de Orleans. Elevado à categoria de município com a denominação de Lauro Muller, pela lei estadual nº 273, de 06-12-1956, desmembrado de Orleans. Sede no antigo distrito de Lauro Miller. Constituído do distrito sede. Instalado em 20-01-1957. Pela lei municipal nº 2, de 17-06-1958, são criados os distritos de Barro Branco Guatá

ex-povoados e anexado ao município de Lauro Muller. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Lauro Muller, Barro Branco e Guatá. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dados sobre São Joaquim


Dados sobre São Joaquim
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